Uma operação da Polícia Federal (PF) contra desvios de verbas públicas em obras mira um suposto esquema de licitações fraudulentas no Maranhão. O alvo principal é a prefeita Luanna Rezende, irmã do ministro das Comunicações, Juscelino Filho.
As investigações miram obras de pavimentação que a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) contratou da empresa Construservice. O dinheiro saiu de emendas parlamentares destinadas por Juscelino, quando ainda era deputado federal.
Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em cidades do Maranhão, expedidos pelo ministro Luís Roberto barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado decretou o afastamento da prefeita e o bloqueio de R$ 800 mil do ministro das Comunicações.
Barroso negou autorização para os agentes fazerem buscas em endereços ligados a Juscelino, ao alegar falta de provas do envolvimento do ministro com o caso.
A empresa Construservice e a Codevasf negaram as irregularidades, assim como a prefeita afastada. Ela informou que contribui com as autoridades. O ministro disse que emendas parlamentares são instrumentos legítimos e democráticos do Congresso e que continua à disposição.
Juscelino é filiado ao União Brasil e foi indicado ao governo pelo senador Davi Alcolumbre. O maranhense já esteve na berlinda pelo menos duas vezes, mas não caiu. Ele é investigado por uso indevido de avião da Força Aérea Brasileira para compromissos pessoais em duas ocasiões, mas nega irregularidades.