Jornal da Band

Resgate de submarino na Indonésia é corrida contra o tempo

Ambiente confinado e localização difícil tornam resgates caros e, em geral, sem conseguir chegar a tempo

Da Redação, com Jornal da Band 22/04/2021 • 21:21 - Atualizado em 22/04/2021 • 21:38

O oxigênio do submarino KRI Nanggala-402, que desapareceu na Indonésia, pode acabar nesta sexta-feira (23). A Marinha continua as buscas pela embarcação com 53 tripulantes, que tinha reserva de oxigênio para 72 horas.

Uma mancha de óleo foi encontrada na região onde a base naval recebeu o último sinal dos marinheiros. As buscas estão concentradas nesta área. Segundo o comandante das Forças Armadas da Indonésia, Hadi Tjahjanto, a embarcação pode estar a 700 metros de profundidade.

Ambiente difícil para resgate

Um acidente no fundo do mar é quase sempre fatal. Ambiente confinado, condições adversas, localização difícil. Os resgates são operações caras e, em geral, chegam tarde. 

Um dos casos mais famosos da história recente ocorreu em agosto de 2000 com o Kursk, submarino nuclear russo. A embarcação afundou no mar de Barents com 118 tripulantes. O resgate foi feito mais de um ano depois e revelou que o naufrágio foi causado por duas explosões. 23 marinheiros conseguiram sobreviver a elas. Estima-se que os sobreviventes tenham morrido horas depois, por falta de ar. 

A qualidade do ar é uma das principais preocupações em acidentes como esse. Sem poder vir à tona para renovar os estoques e recarregar as baterias, a estimativa da marinha indonésia é de que o suprimento disponível de oxigênio termine nesta sexta. Encontrar a embarcação é, portanto, uma corrida contra o tempo e também contra as probabilidades. 

“Esse tempo de espera, onde está sendo consumido oxigênio da tripulação e está sendo produzido o gás dióxido de carbono é fundamental para qualquer operação do socorro”, explicou o almirante da Matinha Thadeu Marcos Coelho Lobo. 

Um submarino é um veículo projetado para se manter escondido e a tecnologia para encontrá-lo ainda é muito limitada. 

O submarino argentino ARA San Juan, que naufragou em novembro de 2017 com 44 tripulantes, só foi localizado um ano depois, a 900 metros de profundidade. 

O submarino indonésio é uma embarcação de ataque com motores a diesel e elétrico. Pesa cerca de 1.400 toneladas e tem 60 metros. A Marinha brasileira acompanha de perto a situação através de uma organização internacional que reúne submarinistas de todo mundo.

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