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Corpos que podem ser de Dom e Bruno chegam a Brasília para perícia

Avião da PF pousou no início da noite; após a confirmação da identificação dos restos mortais, eles serão entregues às famílias

Da Redação 16/06/2022 • 18:38 - Atualizado em 16/06/2022 • 19:21
Restos mortais de Dom Phillips e Bruno Araújo Pereira serão analisados
Restos mortais de Dom Phillips e Bruno Araújo Pereira serão analisados
Reprodução/BandNews TV

Os restos mortais que seriam do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips chegaram a Brasília em avião da Polícia Federal às 18h38 desta quinta-feira (16). Os corpos agora serão periciados. 

Os restos mortais deixaram Manaus (AM) pela manhã carregados por agentes da Polícia Federal. Segundo o comitê de crises, coordenado pela PF no Amazonas, a equipe de peritos federais chegou na capital federal para a realização do exame de identificação dos remanescentes humanos encontrados na última quarta.

Após a confirmação da identificação dos corpos, eles serão entregues às famílias. Segundo um especilista ouvido pela BandNews TV, o resultado da perícia pode demorar até dias para ficar pronto.  

A expectativa é de que a Polícia Federal encontre, ainda nesta quinta-feira, o barco utilizado pela dupla assassinada na Amazônia.  

De acordo com o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Anderson Fontes, eles já sabem onde embarcação está. As informações são de que foram colocados sacos de terra para afundá-la, após o motor ter sido retirado.  

No Brasil, diversos políticos se manifestaram após a morte do jornalista e indigenista ser confirmada pela Band, no início da tarde desta quarta-feira (15). O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), postou em suas redes sociais que "em respeito às vitimas, à Amazônia e à liberdade de imprensa", espera que "todos os criminosos envolvidos sejam punidos com o rigor da Lei".

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), lamentou profundamente o que aconteceu com os dois e agradeceu as forças de seguranças, decisivas nas buscas. Partidos como PSDB e PSB também se manifestaram nas redes sociais.  

O caso também foi tema de declarações de pré-candidatos à Presidência da República. Jair Bolsonaro (PL), declarou em entrevista à jornalista Leda Nagle que lamenta o caso e que ficou triste, mas ressaltou que muita gente "não gostava de Dom Phillips pelo trabalho que ele fazia".  

Já o ex-presidente Lula (PT), que estava em Uberlândia, também lamentou o caso e disse ser triste que pessoas morram por defender o meio ambiente. Simone Tebet (MDB) defendeu que a morte da dupla não pode ser tratada com indiferença.  

Desaparecimento

Bruno Pereira e Dom Phillips desapareceram no dia 5 de junho, quando se preparavam para visitar uma comunidade indígena na região Vale do Javari, segundo a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava).  

Bruno era indigenista especializado em povos indígenas isolados e conhecedor da região, onde foi coordenador regional por cinco anos. Já Dom Phillips era veterano de cobertura internacional e morava no Brasil há mais de 15 anos.

O governo federal mobilizou a Marinha, Exército e Força Nacional, enquanto o Amazonas mobilizou as forças de segurança locais em busca do jornalista e do servidor.

Nesta quarta-feira, a Polícia Federal informou que Amarildo da Costa Oliveira, o "Pelado", confessou que teria participado da morte do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira. O pescador também deu detalhes do seu plano e indicou o local que havia enterrado os corpos.