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Bolsonaro comenta mortes de Bruno e Dom: 'Que Deus conforte o coração de todos'

Postagem no Twitter foi feita em resposta à nota de pesar emitida pela Funai

Da Redação 16/06/2022 • 15:15 - Atualizado em 16/06/2022 • 15:49
"Nossos sentimentos aos familiares", disse Bolsonaro
"Nossos sentimentos aos familiares", disse Bolsonaro
Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou nesta quinta-feira (16) no Twitter, pela primeira vez, sobre a confirmação dos assassinatos do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira na Amazônia.

"Nossos sentimentos aos familiares e que Deus conforte o coração de todos!", escreveu o presidente em resposta à nota de pesar emitida pela Funai (Fundação Nacional do Índio) sobre as mortes. 

Na quarta-feira, antes de a Polícia Federal dizer que o até então principal suspeito pelos assassinatos confessou o ato, o presidente declarou em entrevista que, se os dois tivessem sido mortos, estariam embaixo da água.

“Peixe come. Não sei se tem piranha”, afirmou Bolsonaro em entrevista a um canal no YouTube.

Veja a nota de pesar da Funai:

"A Fundação Nacional do Índio (Funai) vem a público, com imenso pesar, lamentar o falecimento do servidor Bruno da Cunha Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, que estavam desaparecidos desde o dia 05 de junho após saírem em expedição no Vale do Javari, no Amazonas.

Bruno ocupava o cargo de Agente em Indigenismo na Funai desde 2010. Também foi chefe das Coordenações Regionais Juruá (Acre) e Vale do Javari (Amazonas). Atuou, ainda, como coordenador-geral de Índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC).

O servidor deixa um imenso legado para a política de proteção de indígenas isolados e de recente contato, área em que se tornou um dos principais especialistas no país e que atuava com extrema dedicação. O indigenista era considerado uma referência por colegas e por indígenas, com os quais construiu uma relação de amizade ao longo dos anos.

Bruno era descrito pelos colegas como um amigo educado, sensível às temáticas indígenas, bem-humorado e sempre colaborativo com todos os setores da Funai, reunindo características que inspiravam a todos: familiares, amigos, colegas de trabalho e indígenas, para quem ele trabalhava incansavelmente.

A fundação lamenta profundamente a perda e manifesta solidariedade aos familiares e colegas do indigenista. A instituição, em especial as equipes da CGIIRC e das Frentes de Proteção Etnoambiental, se despedem de Bruno com profunda admiração, respeito e carinho. A Funai também se solidariza com a família, amigos e colegas do jornalista britânico."