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YouTube remove vídeo em que Bolsonaro associa vacina da Covid à Aids e suspende canal

Sociedade Brasileira de Imunologia esclareceu que nenhuma vacina causa a doença; presidente divulgou informação falsa em live

Da Redação, com Band Notícias 25/10/2021 • 22:44 - Atualizado em 25/10/2021 • 22:50

O YouTube suspendeu, na noite desta segunda-feira (25), o canal do presidente Jair Bolsonaro por uma semana e derrubou a live na qual ele fez uma associação falsa entre a vacina contra a Covid-19 e contaminação pelo vírus da Aids. 

Na live, que foi ao ar na última quinta-feira (21), o presidente citou um falso relatório do governo do Reino Unido. O governo britânico desmentiu a informação, inventada por um site que divulga notícias falsas e teorias da conspiração. 

A Sociedade Brasileira de Imunologia esclareceu que nenhuma vacina contra a Covid-19 causa Aids, e lembrou que a imunização é a forma mais segura e eficaz de prevenir a doença. Médicos e especialistas também reagiram criticando a fala de Bolsonaro. 

“Imaginar que tomar uma vacina leva a ter Aids, uma doença sexualmente transmissível, é de uma ignorância abissal, profundíssima”, critica o infectologista Álvaro Furtado. 

O YouTube, o Twitter e o Facebook já haviam retirado do ar postagens em que Bolsonaro defendia a hidroxicloroquina. Nesta segunda (25), o presidente criticou a decisão de tirar o material do ar e culpou a reportagem usada como base para dar informação falsa. Já o vereador Carlos Bolsonaro postou notícias com as alegações do pai e criticou a imprensa.

Os senadores da CPI da Pandemia também devem incluir no relatório final, que será votado nesta terça, a fala do presidente Jair Bolsonaro com a informação falsa. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, disse ainda que vai pedir ao Supremo que essa declaração seja investigada no inquérito das fake news.