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Israelenses pedem trégua em Gaza e protestam contra Netanyahu

Um telão em Tel Aviv exibia os rostos dos reféns do Hamas; população pede maior empenho na liberação dos sequestrados

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População pede maior empenho na liberação dos sequestrados
População pede maior empenho na liberação dos sequestrados
Foto: reprodução/redes sociais

Milhares de israelenses foram às ruas de Tel Aviv na noite deste sábado (2) cobrando o fim da guerra em Gaza, a libertação dos reféns do Hamas e pedindo por novas eleições no país. Outras cidades também tiveram gritos contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a população com bandeiras de Israel e cartazes contra o premiê, que enfrenta críticas internacionais pelo modo como tem lidado com o conflito iniciado após atos terroristas do Hamas em outubro passado.

Na ocasião, 1200 judeus foram mortos. A resposta israelense, no entanto, já tirou a vida de 30 mil palestinos, segundo números do Ministério da Saúde de Gaza, que é controlado pelo grupo terrorista e impede a confirmação independente dos números.

O movimento organizado pelo “Bring Them Home Now” cobra a retomada das negociações para a libertação dos cerca de 130 reféns mantidos na Faixa de Gaza pelos terroristas. Os familiares das vítimas reclamam da demora por uma solução e criticam a recusa de acordo por uma trégua que possibilitaria o retorno dos sequestrados.

Na Rua Kaplan e na chamada “Praça dos Sequestrados”, fotos com os rostos dos reféns foram projetadas em telões. Uma parte do grupo se concentrou em frente ao Ministério da Defesa. Mais cedo, uma multidão marchou pela estrada que liga Tel Aviv a Jerusalém.

O primeiro-ministro israelense está sob pressão interna e da comunidade internacional para cessar os bombardeios em Gaza e criar alternativas para a reconstrução do enclave palestino. A defesa pela criação do Estado da Palestina tem aumentado, embora seja recusada por Benjamin Netanyahu.

O político conservador tem dito que é preciso acabar com o Hamas e que não há prazo para o fim da ação militar na Faixa de Gaza. A situação humanitária catastrófica na área tem preocupado as Nações Unidos, que afirma ter quase 600 mil palestinos em situação de vulnerabilidade alimentar.

Na última quinta-feira (29), durante a distribuição de alimentos, uma confusão terminou com mais de cem mortos. Israel afirma não ter provocado as mortes, enquanto o governo palestino afirma que soldados atiraram em direção a multidão.

Neste sábado, a ONU afirmou ter encontrado milhares de palestinos baleados em hospitais de Gaza. Enquanto os Estados Unidos lançaram pela 1ª vez ajuda humanitária via aérea na região.

Na próxima segunda-feira (4), o Conselho de Segurança da ONU, presidido neste mês pelo Japão, se reúne extraordinariamente, mais uma vez, para discutir a situação do conflito no Oriente Médio.

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