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Homem denuncia esquema de grilagem e é assassinado na Bahia

BandNews FM 14/06/2021 • 18:48 - Atualizado em 14/06/2021 • 19:24
O corpo do agricultor foi levado para cidade natal dele, Nova Londrina (PR).
O corpo do agricultor foi levado para cidade natal dele, Nova Londrina (PR).
Foto: Reprodução/Redes Sociais

É morto em Barreiras, no Oeste da Bahia, o homem que denunciou grileiros de terras que teriam sido beneficiados por esquema de compra de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia, investigados pela Operação Faroeste.  

O agricultor de 61 anos Paulo Antônio Ribas Grendene foi encontrado morto na sexta-feira (11) com marcas de tiros de pistola e espingarda.  

De acordo com testemunhas, dois homens encapuzados que estavam em um Fiat Uno atiraram contra a vítima, que estava a bordo do próprio carro, no bairro Bandeirante.  

Os criminosos, que não foram identificados, fugiram.

O assassinato continua sendo investigado pela Polícia Civil - que tenta localizar os culpados por câmeras de segurança da rua.

Segundo um comunicado da associação de produtores rurais, Paulo Antônio havia denunciado em 2020 invasões em sua propriedade que estavam ligadas a organizações criminosas investigada pela Operação Faroeste.  

A polícia não confirmou se o assassinato tem conexão com a investigação da operação.

O corpo do agricultor foi levado para cidade natal dele, Nova Londrina (PR).  

Paulo Antônio morava na Bahia há 30 anos.  

OPERAÇÃO FAROESTE

A Operação Faroeste da Polícia Federal investiga um suposto esquema de legalização de terras griladas no oeste do estado baiano conduzido por uma organização que usa laranjas e empresas para dissimular benefícios obtidos ilicitamente.

A primeira etapa da operação ocorreu em novembro de 2019, onde a PF prendeu quatro advogados, cumpriu 40 mandados de busca e apreensão e afastou seis magistrados.

Em quase dois anos, inúmeros envolvidos, incluindo servidores, juízes e desembargadores, já foram presos ou afastados das funções públicas com base em determinações do Superior Tribunal de Justiça.

O grupo é investigado por corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico influência.

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