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Ex-presidente da Federação espanhola, Rubiales é preso acusado de corrupção

Réu em uma ação na Justiça do país por beijo não consentido em jogadora, Luis Rubiales também é investigado por suspeita de irregularidades em contratos

Por Deutsche Welle

O ex-presidente da Real Federação Espanhola de Fu Manu Fernandez/AP Photo/picture alliance
O ex-presidente da Real Federação Espanhola de Fu
Manu Fernandez/AP Photo/picture alliance

O ex-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) Luis Rubiales foi detido nesta quarta-feira (3) pela polícia no aeroporto de Madri, na esteira de uma investigação que apura irregularidades em contratos firmados durante o período em que ele chefiou a entidade.

Rubiales, que regressava de uma viagem à República Dominicana, prestou depoimento ainda dentro do aeroporto e foi liberado logo depois, informou a Guarda Civil.

Segundo uma rádio espanhola, os policiais também estiveram na República Dominicana, onde revistaram os locais onde Rubiales se hospedou e apreenderam um laptop e um celular.

Um dos negócios sob suspeita é um acordo, no valor de 120 milhões de euros (R$ 657,9 milhões), para realizar a Supercopa da Espanha na Arábia Saudita, numa negociação que envolveu Rubiales e a Kosmos, uma empresa do ex-jogador do Barcelona Gerard Pique. Em conversas vazadas, a dupla teria discutido comissões milionárias, o que ensejou a abertura de uma investigação em 2022.

A lista de crimes investigados inclui corrupção, negligência administrativa e lavagem de dinheiro. Sete pessoas foram presas pelo Judiciário espanhol desde o início das apurações na RFEF.

Rubiales – que, assim como Pique, nega as acusações – deveria ter sido detido ainda no final de março, quando a polícia fez uma operação de busca e apreensão em escritórios da RFEF e em outros imóveis, incluindo a casa do ex-cartola em Granada.

Cartola responde a processo por agressão sexual

O ex-presidente da RFEF deixou o cargo em setembro do ano passado, após o polêmico beijo na boca que deu na jogadora da seleção feminina espanhola Jenni Hermoso – segundo ela, uma ação não consensual –, após a vitória da equipe no Mundial, diante de todo o estádio e da imprensa que acompanhava a cerimônia de entrega de medalhas.

Após tentar convencer a própria jogadora e a opinião pública de que o gesto havia sido consensual e trivial, o ex-dirigente acabou banido do esporte por três anos por decisão da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Hermoso também denunciou Rubiales à Justiça, que agora julgará o ex-cartola por agressão sexual e coerção, o que pode lhe render uma sentença de dois anos e meio de prisão.

ra/le (AFP, Reuters, dpa)

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