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Gordofobia dificulta vacinação contra a covid-19

Pessoas com obesidade têm mais chance de desenvolver quadros mais graves da doença

Da Redação, com Band Notícias 28/05/2021 • 22:45 - Atualizado em 29/05/2021 • 08:57

Apesar de a vacinação de obesos ser um direito, o preconceito tem impedido muitas pessoas de tomar a dose contra a covid-19. 

A obesidade mórbida é considerada pelo Ministério da Saúde uma comorbidade. Ou seja, essas pessoas tem mais chance de desenvolver um quadro grave caso contraiam o coronavírus. 

“Os trabalhos que foram feitos demonstraram que as pessoas com obesidade têm maior tendência a desenvolver sinais e sintomas mais graves e tem mais dificuldade de se recuperar”, explicou o endocrinologista Matheus Sanrromão. 

Ainda assim, os relatos mostram a dificuldade pra conseguir um laudo que ateste essa condição. A engenheira química Aline Oliveira, além de enfrentar o preconceito, ainda teve de lidar com a falta de conhecimento do médico, que sequer sabia que a obesidade faz parte da lista de comorbidades. 

“No final, ele marcou como uma observação: ‘caso esteja enquadrado nas exigências para vacinação'. Ou seja, ele ainda não acreditou. E fechou a consulta falando: ‘olha, você tem que emagrecer’”, relatou. 

Já a professora Agnes Arruda saiu do consultório sem o atestado necessário para a imunização. 

“Mesmo sendo necessário apenas uma fita métrica e uma balança, eu saí do consultório com uma série de exames que o médico me encaminhou para que só após a realização dos exames ele possa me conceder o laudo”, afirmou. 

Apesar dos relatos de dificuldade de acesso aos laudos, atestar a obesidade mórbida não é um processo difícil. Basta usar uma fórmula matemática: peso, dividido pela altura ao quadrado. O resultado mostra o Índice de Massa Corpórea (IMC). Pessoas com esse índice acima de 40 estão na lista de comorbidades e têm direito a integrar os grupos prioritários de vacinação. 

“Gente que tem os direitos de se vacinar, pelos critérios do SUS, mas que têm vergonha porque sabem que o risco de elas irem ao médico e serem hostilizadas é real”, lamentou a professora Agnes. 

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