Jornal da Band

Líderes mundiais condenam ataque israelense a ONG e cobram investigação

Sete funcionários da ONG World Central Kitchen (WCK), que levavam comida para os palestinos, foram mortos

Da Redação

Líderes de vários países pedem uma investigação da nova tragédia provocada por ataques israelenses em Gaza. Dessa vez, sete funcionários da ONG World Central Kitchen (WCK), que levavam comida para os palestinos, foram mortos.

No chão, os corpos dos sete voluntários. Só com o passaporte é possível identificá-los. No grupo tinha americanos, cidadãos da Austrália, do Reino Unido, Polônia - e o motorista, que era palestino.

A equipe estava viajando em uma zona livre de conflito, em dois carros blindados com o logotipo da ONG. Eles estavam na saida de um armazém, onde a equipe descarregou mais de cem toneladas de alimentos. O carro foi atingido por mísseis israelenses e incendiou na hora.

Desde o começo da invasão a Gaza, essa ONG preparou mais de 32 milhões de refeições para os palestinos. A ONG anunciou  que vai suspender os trabalhos na região.

O governo de israel está sendo cobrado pela comunidade internacional, que pede investigação sobre o ataque e exige novamente um cessar-fogo. Líderes europeus responsabilizaram o estado judeu e reforçaram o pedido de respeito ao direito internacional em meio a mais um massacre no território palestino.  

O secretário de estado americano, Antony Blinken, falou que trabalhadores humanitários precisam ser protegidos e pediu que Israel faça uma investigação rápida e imparcial sobre os ataques.

O premie israelense, Benjamin Netanyahu, disse que os trabalhadores foram mortos, nas palavras dele, em um bombardeio não intencional. "Isto acontece numa guerra. Estamos em contacto com os governos e faremos todo o possível para que isso não aconteça novamente".

Enquanto isso, em Teerã, a tensão se espalha. Na capital iraniana, protestos e cartazes pedindo vingança contra Israel depois do ataque ao consulado iraniano em Damasco, na Síria, em que onze pessoas morreram. Hoje o presidente Ebrahim Raisi prometeu que o bombardeio não ficará sem respostas.

Em Jerusalém, o terceiro dia de protestos contra o governo de Benjamin Netanyahu. Milhares de manifestantes prometem não saír das ruas até a renúncia de Netanyahu e a convocação de novas eleições.

Além do barulho das ruas, Netanyahu enfrenta um grande problema político: a isenção do serviço militar para os judeus ultraortodoxos terminou nesta semana. Parte da população quer que eles se alistem no Exército como todos os cidadãos, mas os partidos ultraortodoxos são aliados de Netanyahu e querem a votação de uma nova isenção para não pegar em armas.

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