Jornal da Band

Megatraficante é inspiração para nome de empresa ligada a "Escobar brasileiro"

Fuga do traficante vem sendo marcada também pelo tráfico de grandes quantidades de cocaína em aviões particulares, lavagem de dinheiro e homicídios.

Rodrigo Hidalgo 25/01/2022 • 19:29 - Atualizado em 25/01/2022 • 20:11

O ex-policial Sérgio Roberto de Carvalho tem usado de todos os artifícios possíveis para escapar da Interpol e das polícias de cincos países. Ele é suspeito de ser dono de uma empresa para lavagem de dinheiro em Portugal com nome em homenagem ao megatraficante colombiano Juan Carlos Abadia.

Para fugir das autoridades, o traficante já usou um atestado de óbito fraudulento. 

Na Espanha, ele foi preso com quase duas toneladas de cocaína e uma identidade falsa.

No entanto, ele foi solto depois de pagar fiança e fingiu a própria morte para escapar das autoridades. O médico espanhol que assinou o documento agora é investigado.

Em Lisboa, em Portugal, uma empresa com nome em homenagem ao megatraficante colombiano Juan Carlos Abadia chama a atenção das autoridades. Ela é uma das empresas usadas para lavagem de dinheiro.

A fuga do traficante vem sendo marcada também pelo tráfico de grandes quantidades de cocaína em aviões particulares, lavagem de dinheiro e homicídios. 

Um dos denunciantes que ajudava nas investigações da Polícia Federal foi assassinado há três anos. Os agentes acreditam que pode ter havido vazamento de informações e o nome dele acabou exposto.

Márcio José da Silva, o Peruca, foi morto com três tiros na frente da filha, em Paranaguá, no Paraná. O carro usado pelos criminosos foi encontrado queimado dias depois.