Jornal da Band

Médica faz alerta contra chás emagrecedores após morte de enfermeira

Nesta semana, uma enfermeira morreu após ser diagnosticada com uma hepatite fulminante após o uso de um composto de ervas para emagrecer

Mariara Bastianello

A gastroenterologista Liliana Lopes fez um alerta sobre o uso de cápsulas emagrecedoras por quem busca ter alguns quilos a menos após a morte da enfermeira Edmara Silva.

“Chá, erva, desincha, detox, natural, isso tudo é charlatanismo. São descritos como hepatotóxicos, fazem mal ao fígado sim, e podem levar à necessidade de um transplante de fígado”, disse.

A médica também explicou que os efeitos podem ser até mais graves e a pessoa que faz uso desse tipo de substância pode não ter a chance de receber um tratamento adequado.

“O pior é que muitas vezes a pessoa nem consegue chegar a um transplante de fígado”, afirmou.

Nesta semana, a enfermeira Edmara Silva de Abreu, de 42 anos, morreu após ser diagnosticada com uma hepatite fulminante após o uso de um composto de ervas para emagrecer. Ela e chegou a passar por um transplante de fígado, mas o corpo rejeitou o órgão doado.

O produto usado por ela é encontrado aos montes para comprar na internet, mesmo sendo proibido pela Anvisa desde de 2020. A empresa fabricante das capsulas está com o CNPJ irregular há mais de cinco anos. 

Na embalagem do chá tomado pela enfermeira havia uma mistura de 50 ervas que prometiam emagrecer e melhorar a flora intestinal. 

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