Jornal da Band

Queda de peça de avião sobre casa deixa quem mora próximo a aeroportos com medo

Em Guarulhos, uma peça de avião sobre casa fez um buraco no telhado, estourou o encanamento e inundou o imóvel

Da redação

A queda de uma peça de avião sobre uma casa, em Guarulhos, na Grande São Paulo, deixou moradores da região com medo. O estrago foi grande. O objeto que caiu fez um buraco no telhado, estourou o encanamento e o forro e inundou a casa do representante de vendas Denis Carvalho.

“Se eu tivesse com os meus filhos aqui, eu não estaria mais vivo para contar a história. O impacto foi muito forte”, informou Denis em entrevista ao Jornal da Band.

Denis mora bem na rota dos aviões que decolam e pousam no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A peça parece ser a tampa de um tanque de combustível.

Fica aquele trauma porque toda hora passa avião. A gente sempre olha para o céu para saber se pode cair alguma peça. O susto fica com a gente (Denis)

A peça foi levada pela Polícia Civil, que trabalha para descobrir de onde ela se desprendeu. A partir daí, a Aeronáutica investigará o que causou o acidente.

Tragédias

O caso reabre a discussão sobre a segurança na operação de grandes aeroportos perto de centros urbanos. Quem vive nessas regiões tem medo. É difícil esquecer de tragédias como a do Fokker 100, da TAM, que caiu segundos após decolar, em 1996, e matou 99 pessoas. Três das vítimas estavam na rua próximo ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Em julho 2007, outro avião da TAM não conseguiu parar na pista e destruiu um prédio da empresa do outro lado de Congonhas, o que provocou a morte de 99 pessoas, das quais 12 estavam no edifício.

Em Guarulhos, um acidente aconteceu em 1989, quando um avião cargueiro bateu num prédio e dois sobrados quando se aproximava para o pouso. Houve uma explosão que incendiou parte da uma favela. Três tripulantes mais 22 pessoas morreram.

“Não tem como o aeroporto ser muito distante das cidades. O que deve ser evitado são situações como a do Aeroporto de Congonhas. Você não deve permitir um adensamento populacional tão grande como aquele que houve em volta de Congonhas”, explicou o engenheiro Adalberto Febeliano, especialista em aviação.

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