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Polícia investiga duas mortes na Vila Kennedy em 24 horas

A cada 48 horas uma pessoa morre baleada na Zona Oeste do Rio, segundo Instituto Fogo Cruzado.

Gustavo Osório

Uma das vítimas foi morta durante um protesto pela morte de um mototaxista.
Uma das vítimas foi morta durante um protesto pela morte de um mototaxista.
Reprodução / Vídeo
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A Polícia Civil investiga as mortes de dois homens na Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio.

Uma das vítimas foi atingida durante uma manifestação na Avenida Brasil, no último sábado (25), realizada por moradores em protesto pela morte de um mototaxista.

Moradores acusam policiais militares pelas mortes. Guilherme Carvalho, de 18 anos, foi teria sido atingido durante o ato por um PM à paisana em um carro preto. Em depoimento, o militar alegou que foi alvo de uma tentativa de assalto por parte dos manifestantes.

O protesto era feito após a morte de Éberson Luiz Santos da Silva, de 42 anos. O mototaxista foi baleado três vezes durante uma operação da Polícia Militar.

Manifestantes chegaram a queimar veículos durante o protesto.

A Polícia Civil apreendeu as armas do militar apontado como o autor da morte de Guilherme e do dos policiais que participaram da operação na Vila Kennedy. Todos prestaram depoimento.

Em nota, a PM disse que as equipes envolvidas na operação encontraram o mototaxista morto após a ação na comunidade.

Segundo o instituto Fogo Cruzado, a cada 48 horas uma pessoa morre baleada na Zona Oeste. Por dia, pelo menos uma vítima é atingida por disparos de arma de fogo. 

Reistros da plataforma mostram que nos primeiros nove meses do ano mais de 400 pessoas ficaram feridas e 145 morreram na região, um aumento de 55% de casos em comparação ao mesmo período em 2022. 

Praça Seca, Vila Kennedy e Cidade de Deus são os bairros com mais casos registrados.