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Acusados da morte de Santiago Andrade vão a júri popular nesta terça-feira

O cinegrafista da Band foi assassinado, há quase 10 anos, atingido por um rojão na cabeça

Por Carlos Briggs

Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza são réus pelo crime
Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza são réus pelo crime
Reprodução/Agência Brasil
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A Justiça do Rio nega pedido dos réus e mantém para esta terça-feira (12), às 13h , o júri popular do processo relativo à morte do cinegrafista da Band Santiago Andrade.

O profissional foi assassinado há quase 10 anos, atingido por um rojão na cabeça durante as manifestações de 2014 no Rio. Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza são acusados de cometer o crime.

Os dois respondem por homicídio qualificado, com emprego de explosivo. A pena prevista é de 12 a 30 anos de prisão. Até hoje, eles ficaram presos por 1 ano e 1 mês. Atualmente, ambos fazem uso de tornozeleira eletrônica.

A filha de Santiago, Vanessa Andrade, afirma que enquanto os réus estão soltos, a família dela segue presa em um crime que ainda não teve desfecho.

O julgamento estava previsto para ocorrer em 2019, mas foi suspenso por conta de um habeas corpus pedido pela defesa de Caio.

Após a marcação do júri para este mês, os advogados dos réus pediram novamente o adiamento da sessão e alegam que a acusação deveria ser de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Caso a tipificação fosse trocada, o crime passaria a ser julgado por um juiz e não por um júri formado por cidadãos.

Fábio e Caio são acusados de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

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