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Coletores de Tempo Seco serão instalados em cinco bacias e em uma micro-bacia

Eles servem para impedir que o esgoto passe das galerias pluviais para as lagoas e rios

Por Mariana Albuquerque

Coletores de Tempo Seco serão instalados em cinco bacias e em uma micro-bacia
Lucas Menezes/ Gov. RJ

As obras para a instalação dos Coletores de Tempo Seco, os CTS's, na Zona Oeste do Rio vão ocorrer em paralelo às obras de dragagem das Lagoas da Barra e de Jacarepaguá, previstas para começar no fim de outubro. Os coletores servem para impedir que o esgoto passe das galerias pluviais para as lagoas e rios. Segundo especialistas ouvidos pela BandNews FM, os equipamentos são soluções transitórias para tratar o esgoto mais rapidamente. A previsão de conclusão do serviço é de seis anos e seis meses.  

De acordo com a Iguá Saneamento, concessionária responsável pela obra, os coletores vão ser instalados em cinco bacias e em uma micro-bacia da região. Inicialmente, serão 26 pontos de interceptação, cinco no Canal das Taxas, no Recreio dos Bandeirantes, e 21 no Rio Arroio Fundo, que passa pela Praça Seca e pela Cidade de Deus. No total, 50 pontos vão criar um cinturão, que vai contribuir para que o esgoto despejado irregularmente não chegue aos corpos hídricos.  

A segunda fase do trabalho realizado pela Iguá na região vai ser a expansão da rede de distribuição de água e da rede coletora de esgoto para as comunidades. Na terceira e última etapa, a cobertura de esgotamento sanitário deve ser levada para áreas de construção regular. O prazo total é de 12 anos para a conclusão do projeto.

Professor do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Escola Politécnica da UFRJ, Osvaldo Rezende explica que os coletores trazem resultado imediato.  

Ele traz uma medida imediata que de grandes vantagens para o sistema de saneamento. É claro que, se comparar com o Sistema Separador Absoluto, o resultado final do ganho ambiental desse último é muito melhor. O Sistema de Captação de Tempo seco tem a vantagem de, imediatamente, com uma velocidade maior e com investimento menor, proteger grande parte dos lançamentos que estão sendo realizados no sistema lagunar.

Mas para o professor associado do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UERJ, Adacto Ottoni, é preciso uma solução mais definitiva, que pode demandar mais recursos, como o chamado Sistema Separador Absoluto, que envia água limpa dos rios para as lagoas. Segundo ele, nesse caso, o trabalho também é mais demorado.

Para você resolver de forma ampla e completa, você tem que ter o Sistema Separador Absoluto. O que é isso? Uma rede só para água pluvial, que já existe, e uma rede só para esgoto sanitário. Aí a galeria de água pluvial, que hoje recebe esgoto, vai escoar normalmente pro rio sem levar poluição para a lagoa. Os rios que levam poluição para a lagoa.

Neste mês, o Governo do Rio deu licença para a Iguá permitindo as obras de dragagem e a instalação dos Coletores na Zona Oeste da capital. A previsão é que mais de dois milhões de metros cúbicos de sedimentos sejam retirados das lagoas. O investimento total é de 350 milhões de reais. 

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