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Confira os destaques do 1º dia de desfiles da Série Ouro na Sapucaí

União do Parque Acari, Império da Tijuca, Acadêmicos do Vigário Geral, Inocentes de Belford Roxo, Estácio de Sá, União de Maricá, Acadêmicos de Niterói e Unidos da Ponte buscam vaga no Grupo Especial

Por Gabriela MorgadoVinicius FernandesPedro DobalJoão BoueriFernanda CaldasGiovanna Faria

União de Maricá faz estreia na Avenida
União de Maricá faz estreia na Avenida
Rafael Catarcione, João Gabriel e Aline Fonseca/Riotur
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CONFIRA A TRANSMISSÃO NA ÍNTEGRA

UNIÃO DO PARQUE ACARI

Responsável por abrir os desfiles da Série Ouro 2024, a União do Parque Acari homenageou o primeiro bloco afro do Brasil ao contar a história do Ilê Aiyê na Marquês de Sapucaí, nesta sexta-feira (9).

Essa ainda foi a primeira vez da agremiação no desfile da Série Ouro, que antes, só havia desfilado na Intendente Magalhães, pela Série Prata.

A União do Parque Acari entregou o desfile dentro do tempo máximo de 55 minutos, mesmo com o desfalque causado pelas chuvas que atingiram o barracão no mês passado, estragando mais de 600 fantasias, como explica o carnavalesco André Tabuquine. 

IMPÉRIO DA TIJUCA

Segunda escola a desfilar na Marquês de Sapucaí, a Império da Tijuca teve problemas na última alegoria. O carro teve um princípio de incêndio, que gerou muita fumaça na Passarela do Samba. 

Além disso, a escola da Zona Norte da capital Fluminense também apresentou problemas de evolução.

A cantora Lia de Itamaracá foi homenageada pela Verde e Branca, que levou a Tia Surica da Portela à Comissão de Frente.

A primeira porta-bandeira da escola, Laís Lúcia, admitiu problemas durante o desfile.

ACADÊMICOS DO VIGÁRIO GERAL

De Pernambuco ao Rio de Janeiro. A escola Vigário Geral levou para a Marquês de Sapucaí o maior São João do planeta, o de Maracanaú.

Com 3 alegorias e sem grandes problemas no desfile, o que chamou a atenção foi o uso da iluminação do Sambódromo. Durante a passagem pela avenida, as lâmpadas piscaram em branco e azul, mas sem coordenação com os elementos do desfile e a bateria, o que deixou o público confuso.

A agremiação foi a terceira a pisar na Avenida no primeiro dia de desfiles.

INOCENTES DE BELFORD ROXO

Os trabalhadores informais foram os homenageados da Inocentes de Belford Roxo no desfile deste ano. A escola da Baixada Fluminense retratou a história dos vendedores de rua desde as origens no Brasil Colônia.

Para isso, a agremiação contou com a inspiração das obras do pintor francês Debret, que retratou o cotidiano desses trabalhadores séculos atrás. 

Personagens como Silvio Santos, que já atuou como camelô, marcaram presença na Sapucaí, assim como referências a diferentes mercados espalhados pelo país. Entre eles, o Ver-o-Peso, em Belém, e os mercados municipais de São Paulo e de Belo Horizonte.

A escola, porém, apresentou problemas no desfile. O primeiro tripé emperrou ainda no começo e precisou ser empurrado. O segundo tripé também cruzou a avenida com dificuldade e ainda apagou no meio da Sapucaí.

ESTÁCIO DE SÁ

A Estácio de Sá deve ser penalizada pelo atraso no desfile na madrugada deste sábado (10). A escola de samba da Zona Norte do Rio cruzou a Passarela do Samba com 56 minutos, um a mais do que o permitido na Série Ouro. 

Além disso, a primeira alegoria que estava acoplada teve que ser desfeita. Uma parte passou a ser um tripé. 

Já o segundo carro alegórico teve problemas desde o início do desfile. Em frente ao primeiro módulo de jurados, a alegoria cruzou mais à esquerda do Sambódromo.

Mesmo diante dos problemas, o carnavalesco Marcus Paulo, que estreou na agremiação, ainda acredita em um resultado positivo.

UNIÃO DE MARICÁ

O pandeiro e os aplausos anunciaram o enredo da União de Maricá, estreante na Marquês de Sapucaí: uma homenagem aos compositores. A comissão de frente em forma de instrumento gigante com sambistas coreografados em cima animou o público no esquenta.

Surpreendendo com o já favoritismo ao título, a escola da Região Metropolitana do Rio pecou no acabamento do carro abre-alas, mas superou as expectativas nas demais alegorias e nas alas, que representavam diferentes sambas.

Em apenas 25 minutos, a União de Maricá já estava toda dentro da Sapucaí, ovacionada pela torcida, que levou bandeiras e faixas.

ACADÊMICOS DE NITERÓI 

A Acadêmicos de Niterói se destacou no primeiro dia de desfiles do Carnaval carioca pelo uso da nova iluminação cênica. A escola da Região Metropolitana apagou a Sapucaí e fez a comissão de frente se destacar na Passarela do Samba. O efeito do novo recurso fez o carro abre-alas praticamente flutuar sobre a avenida.

A azul e branca de Niterói explorou a tradição e a resistência da Festa de Catopês, originária de Montes Claros, em Minas Gerais. A escola enalteceu a cultura popular desse grupo folclórico que existe e resiste há mais de 170 anos. 

O último carro, no entanto, entrou na avenida com dificuldade e fez surgir um buraco no início do desfile, o que deve render descontos no quesito evolução.

UNIDOS DA PONTE

A Unidos da Ponte foi a última a pisar no Sambódromo no primeiro dia da Série Ouro 2024. 

A agremiação deve perder pontos por evolução, já que iniciou o desfile de forma rápida e precisou desacelerar para atingir o tempo mínimo.

Na reta final, o sol já estava iluminando a Marquês de Sapucaí e o carnavalesco Renato Esteves brincou que iria combinar com o “quente” do dendê, que foi tema do samba enredo da escola. 

A coreógrafa estreante, Déia Rocha, se emocionou ao chegar na área de dispersão e afirma que foi uma realização de um sonho. 

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