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Criminalistas consideram intencional tiro que matou jovem no Complexo da Maré

O Policial Militar foi preso e arma dele foi apreendida

Por Carlos Briggs

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Criminalistas discordam do entendimento da Polícia Civil, que classificou como sem intenção o tiro de fuzil, dado à queima roupa, por um policial militar, que matou um jovem em pela Avenida Brasil, uma das principais vias expressas do Rio. O episódio ocorreu no trecho do Complexo da Maré, na Zona Norte. O PM foi preso e arma dele foi apreendida.

Para os especialistas, o Ministério Público deve reclassificar o crime: de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, para dolo eventual, quando se assume o risco.  

O advogado Fábio de Carvalho explica que um agente de segurança precisa tomar todos os cuidados ao realizar, armado, uma abordagem policial.

O vídeo do momento em que Jeferson de Araújo Costa, de 22 anos, é baleado viralizou na internet. As imagens mostram um PM se aproximando e atirando no jovem, que, em nenhum momento esboça qualquer reação.

Testemunhas afirmam que o cabo Eduardo Gomes Reis deixou o local, ainda com a vítima agonizando na calçada.

A irmã de Jeferson, Kaylane Costa, disse que, mesmo ferido, o irmão tentou proteger a jovem, com medo de que os policiais fizessem alguma coisa contra ela.

A PM alegou que o disparo foi feito de forma acidental. O agente abordava um grupo, que protestava contra uma operação policial no Complexo de Favelas da Maré.  

Por causa do tiroteio, cerca de seis mil alunos tiveram as aulas suspensas ou canceladas. Em um vídeo, é possível ver diversas crianças, abaixadas em sala de aula, para se protegerem dos disparos.

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