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Oitenta e seis pessoas foram picadas por escorpiões no Rio de Janeiro em 2024

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, 61 casos foram leves, em que não houve a necessidade do uso do chamado soro escorpiânico para o tratamento

Por Daniel Henrique

Município de Porto Real, no Sul Fluminense, também vive uma infestação de escorpião
Município de Porto Real, no Sul Fluminense, também vive uma infestação de escorpião
Reprodução

Oitenta e seis pessoas foram picadas por escorpiões no Rio de Janeiro em 2024. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, 61 casos foram leves, em que não houve a necessidade do uso do chamado soro escorpiânico para o tratamento, enquanto outros 25 foram mais graves.

O Governo não divulgou onde os casos aconteceram, mas o Instituto Vital Brazil capturou cerca de 200 animais da espécie escorpião-amarelo nesse ano em Búzios, na Região dos Lagos. A Prefeitura identificou um terreno descampado e cercado por mata, na região central da cidade, que concentra um número expressivo desses animais.

Segundo especialistas, as razões para a infestação ainda estão sendo estudadas, mas uma das hipóteses é o ambiente propício para reprodução. Segundo a FioCruz, os escorpiões-amarelos vivem debaixo de pedras, tijolos e telhas. O acúmulo de materiais de obra e lixo em terrenos baldios formam um ambiente propício pra que esses animais encontrem aranhas, baratas, grilos, moscas, que servem de alimento, e se protejam de predadores. O período de verão, com muito calor e chuvas, também favorece a reprodução.

Esta espécie de escorpião é considerada a mais venenosa da América do Sul. O veneno age no sistema nervoso da pessoa picada, provocando dor intensa no local atingido e se ampliando por todo o corpo. Caso o veneno atinja a região do bulbo, que controla a respiração, pode causar parada respiratória.

O município de Porto Real, no Sul Fluminense, também vive uma infestação de escorpião.

A Secretaria de Estado de Saúde recomenda que, em caso de picada de escorpião, a vítima procure atendimento médico imediatamente((, informe ao profissional de saúde características do animal, como cor e tamanho, lave o local com água e sabão e fique em repouso com o membro ferido elevado em relação ao resto do corpo.

Ações como sugar o veneno da área ferida, fazer um torniquete e cortes no local e passar substâncias como álcool, pós de café, erva, terra ou querosene na ferida, não são recomendadas.

((Para evitar as picadas, a pasta sugere entrar com atenção nos ambientes, bater nos colchões ao deitar, verificar os calçados antes de usar e não acumular materiais no quintal que possam servir de abrigo para os escorpiões.

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