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Polícia não tem linha de investigação definida para assassinato de advogado

Rodrigo Marinho Crespo foi alvo de mais de 10 tiros na frente do prédio em que trabalhava, no Centro do Rio

Por Giovanna Faria

O velório do Rodrigo Crespo acontece nesta quarta-feira (28)
O velório do Rodrigo Crespo acontece nesta quarta-feira (28)
Reprodução/Redes Sociais

O assassinato de um advogado no Centro do Rio pode ser investigado como crime contra o Estado Democrático de Direito, caso a motivação esteja ligada ao exercício da advocacia. A afirmação é do secretário de Polícia Civil, Marcus Vinicius Amim. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa, na sede da Ordem de Advogados do Brasil, nesta terça-feira (27).  

Antes, Amim e o secretário de Estado de Segurança Pública, Victor dos Santos, se reuniram com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no RJ, Luciano Bandeira, para falar sobre o caso.  

Rodrigo Marinho Crespo foi alvo de mais de 10 tiros na frente do prédio em que trabalhava, na Avenida Marechal Câmara, próximo à sede da OAB-RJ, na segunda-feira (26). O crime aconteceu à luz do dia, quando Rodrigo voltava de um lanche com o sobrinho.  

A Polícia Civil descarta apenas a hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte. As investigações apontam que o crime teria sido planejado. O carro em que estava o criminoso ficou parado na via durante horas, até que um homem com uma touca ninja saiu do veículo, gritou o nome da vítima e atirou. O crime foi flagrado por uma câmera de segurança.

Rodrigo Crespo defendia empresas de diferentes ramos e também atuava em processos relacionados a criptomoedas.

O secretário Marcus Amim afirma que uma das linhas de investigação é que o advogado tenha sido morto devido a alguma das ações.

O perfil do executor também foi debatido durante a reunião e a coletiva de imprensa. Ainda segundo as investigações, pela precisão dos disparos, que não atingiram mais ninguém, o atirador possivelmente já cometeu crime semelhante antes.

O assassinato aconteceu a poucos metros da sede da OAB-RJ, do Ministério Público do estado e do Tribunal de Justiça. Para o secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, a situação representa um desafio às autoridades.

A Delegacia de Homicídios da Capital ouve testemunhas e analisa as imagens das câmeras de segurança da região. Nesta terça, a namorada de Rodrigo foi ouvida pelos policiais. Os agentes também analisam um notebook que estava na casa da vítima.

O velório do Rodrigo Crespo acontece nesta quarta-feira (28), no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul, das 11h30 às 14h.

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