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Advogada diz que babá de Henry Borel foi coagida por Monique Medeiros

Thayná de Oliveira teria sido orientada antes de dar o primeiro depoimento à polícia

Da Redação, com Melhor da Tarde 13/04/2021 • 16:21 - Atualizado em 14/04/2021 • 13:24
Advogada de babá de Henry Borel falou ao vivo no Melhor da Tarde
Advogada de babá de Henry Borel falou ao vivo no Melhor da Tarde
Reprodução/Band

A polícia do Rio de Janeiro descobriu que a babá Thayná de Oliveira foi orientada pelo advogado do vereador Dr. Jairinho e Monique Medeiros antes de ser ouvida na investigação. Por isso, a babá prestou um novo depoimento à polícia acompanhada da advogada Priscila Senna.

Em conversa com o Melhor da Tarde, a defensora contou ainda que Monique chegou a coagir Thayná para prestar o falso testemunho na primeira vez. “Agora ela esclareceu tudo que foi perguntado a ela, inclusive de maneira detalhada. Ela acabou se retratando”, disse Priscila.

“A Thayná é o elo mais frágil dessa relação. Ela achava tudo muito estranho porque, ao mesmo tempo que o menino reclamava, ela não via o menino com cara de choro. Por diversas vezes, ele corria para abraçar o padrasto. Ela dizia que não entendia muito bem o que acontecia naquela casa”, defendeu a advogada.

“Acredito que ela, na qualidade de babá, passou [a informação] para quem ela achou que resolveria o problema. Que era a mãe. No universo dela, ela achou que tinha feito o suficiente. Ela até tentou alertar a avó [mãe de Monique]”, disse. De acordo com Priscila, a babá insistiu que Monique colocasse câmeras na casa para monitorar as atitudes de Jairinho.

“Ela disse que mentiu em depoimento porque praticamente foi uma ordem da Monique. Foi o que ela passou lá, só que eu sinceramente acredito que ela teve medo por questão financeira da família. Boa parte da família [dela] trabalha para a família do Jairo. Acredito que ela ficou temerosa que até a mãe dela pudesse perder o emprego”, explicou.

Suspeitos pela morte do menino Henry, de quatro anos, Monique e Jairinho estão presos e tiveram o habeas corpus negados pela Justiça do Rio de Janeiro. Na decisão, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida disse que o pedido da defesa não trazia argumento e provas suficientes para a soltura do casal.

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