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Polícia prende suspeito de planejar assalto em Araçatuba

Integrante do setor de "inteligência" da quadrilha foi encontrado na capital paulista

Felipe Garraffa e Lucas Martins, da TV Bandeirantes 31/08/2021 • 10:43 - Atualizado em 01/09/2021 • 16:46

A polícia prendeu na manhã desta terça-feira (31) um suspeito de planejar o ataque em Araçatuba. O homem, cuja identidade não foi divulgada, seria integrante do setor de “inteligência” da quadrilha e não teria ido a campo participar do assalto.

Outros dois suspeitos já haviam sido presos logo após o crime, um morreu em confronto com a polícia e outro foi baleado e segue internado na Santa Casa da cidade.  

O homem que morreu era Jorge Carlos de Mello, de 38 anos, integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O suspeito tinha uma extensa ficha criminal e sete passagens pelo sistema carcerário.  

Nesta manhã, Araçatuba segue com aulas suspensas, com parte do comércio fechado e com o transporte público operando com restrições, especialmente na região central, onde agentes do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) trabalham para identificar e desativar artefatos explosivos que foram espalhados pelos criminosos. 

Assalto em Araçatuba

A cidade de Araçatuba (SP), no noroeste do estado de São Paulo, foi alvo de um pesado ataque na madrugada desta segunda-feira (30), em uma ação característica do chamado “novo cangaço”.

A partir das 23h50 de domingo (29), dezenas de criminosos ocuparam regiões do município com explosivos e armas de grosso calibre, como fuzis e metralhadoras. Nas horas seguintes, roubaram três agências bancárias.

Segundo testemunhas, eram pelo menos 30 criminosos. Durante mais de duas horas houve troca de tiros com os policiais. A sede de um Batalhão da Polícia Militar também foi atacada.

Ao longo da madrugada, para evitar disparos policias, a quadrilha chegou a usar reféns como escudos humanos. Alguns deles foram colocados sobre os carros usados nos crimes.

A investigação aponta que dez carros e um drone foram usados pela quadrilha na ação. O grupo conseguiu fugir com uma quantia em dinheiro, mas ainda não se sabe quanto.

Na fuga, carros e caminhões em chamas foram espalhados por entradas da cidade, de forma a atrapalhar o acesso da polícia.

Inicialmente, três pessoas morreram em decorrência dos ataques.