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Novo laudo mostra que Henry sofreu lesões no rosto provocadas por unhas

A BandNews FM teve acesso ao documento, que também afirmou que o menino não tinha sinais de maus tratos anteriores

Da Redação, com BandNews FM Rio e Brasil Urgente 22/04/2021 • 16:51 - Atualizado em 22/04/2021 • 22:03

Um novo laudo do Instituto Médico Legal mostrou que o menino Henry Borel, de 4 anos, sofreu lesões no rosto provocadas por unhas. O documento respondeu uma série de perguntas do responsável pela investigação, o delegado Henrique Damasceno, da Polícia Civil do Rio. 

BandNews FM teve acesso ao exame complementar, que também afirmou que o menino não tinha sinais de maus tratos anteriores. Mas a babá Thayná de Oliveira relatou à polícia que a criança sofria uma rotina de ataques e a mãe, Monique Medeiros, teria conhecimento, de acordo com troca de mensagens

Os advogados do pai de Henry já tinham falado em outro momento que o vereador Jairinho, principal suspeito do assassinato, usava técnicas de tortura que não deixavam rastros das agressões. 

A Polícia Civil também já descobriu que o menino foi levado pela mãe a um hospital um dia após supostas agressões do vereador Jairinho, no dia 12 de fevereiro, menos de um mês antes da morte da criança. Henry chegou no hospital mancando, e o boletim médico apontou que Monique Medeiros justificou ao pediatra que o filho tinha caído da cama no dia anterior.

O inquérito que investiga a morte do menino será concluído nesta sexta-feira (23). Apesar de a conclusão estar prevista para esta sexta, o inquérito pode ser entregue ao Ministério Público somente na próxima segunda-feira. 

O vereador Dr. Jairinho e a mãe de Henry, Monique Medeiros, serão indiciados por homicídio duplamente qualificado, com emprego de tortura, sem chance de defesa para a vítima. A informação é da repórter Clara Nery, do Brasil Urgente

Fontes ouvidas pela repórter afirmam ainda que o novo depoimento de Monique não deve ser realizado. Autoridades acreditam que há provas suficientes para o indiciamento do padrasto e a mãe de Henry sem o novo depoimento. Ela foi diagnosticada com Covid-19 e está com 5% dos pulmões comprometidos. A defesa dela quer que ela preste novo depoimento, mesmo que por videoconferência. 

A hipótese de acidente com Henry já foi descartada na primeira versão do laudo. Os peritos cravam que o menino de 4 anos foi agredido até a morte no dia 8 de março. 23 lesões foram encontradas no corpo do garoto. De acordo com o laudo anterior, a sessão de tortura durou cerca de quatro horas. Especialistas acreditam que o garoto pode ter morrido por volta das 23h - quase cinco horas antes de ser levado ao hospital. 

Na próxima segunda-feira (26), o Conselho de Ética da Câmara dos Vereadores do Rio deve decidir se vai abrir processo de cassação de Jairinho, suspeito pela morte do enteado. Uma primeira reunião sobre o caso aconteceu nesta quarta (21), quando os vereadores tiveram acesso ao inquérito. A tendência é que o grupo decida por unanimidade pela abertura do processo, que pode levar até 70 dias para ser concluído. 

 

Monique e Jairinho serão indiciados por homicídio duplamente qualificado; assista

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