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Oinegue: Lula em busca do vice. Venceu com José de Alencar, perdeu com Brizola

Âncora do BandNews FM No Meio Do Dia e do Jornal da Band, Eduardo Oinegue, avalia a possível aproximação de Lula e Alckmin para as eleições de 2022

BandNews FM 06/12/2021 • 13:03 - Atualizado em 06/12/2021 • 14:01

O âncora do BandNews FM No Meio Do Dia e do Jornal da Band, Eduardo Oinegue, avalia a possível aproximação de Lula e Alckmin para as eleições de 2022. A construção de uma chapa com o petista e o tucano histórico foi assunto do comentário de abertura do jornal desta segunda-feira (06).

Segundo o jornalista, não é costume na política brasileira dar destaque e atenção ao vice, independente da disputa. Mas, o ensaio de Lula em possivelmente convidar Alckmin para compor a chapa, de acordo com Oinegue, seria a junção de uma dupla improvável e traz holofotes para uma posição não tão visada.

Em 1998, depois de disputar duas eleições, o petista escolheu Leonel Brizola para tentar uma “segunda via” da esquerda, Brizola havia sido oposição ao ex-metalúrgico e acreditava que teria mais chances compondo a chapa. Já em 2002, em uma tentativa de se mostrar menos radical do que suas versões anteriores, Lula decidiu chamar José de Alencar (PL) para ser seu vice, atitude, que, segundo o jornalista, foi estratégica para garantir sua vitória.

No que tange à 2022, o âncora aponta que Alckmin foi um grande crítico do Partido dos Trabalhadores e que construiu suas campanhas como opositor claro de Lula, inclusive declarando que se o PT voltasse, a corrupção retornaria. Segundo Oinegue, os políticos teriam um desafio para superar o passado.

Para o jornalista, é importante que se entenda o papel de um vice na corrida eleitoral, e principalmente, que se entenda que esse papel pode ser múltiplo e variar com cada panorama. Ele aponta que a escolha do vice pode ser feita no intuito de ganhar mais tempo de comercial, mais votos, construir uma bancada mais forte e para dividir o dever de governar. Nem sempre a chapa dá continuidade após a saída do líder, como foi o caso de Michel Temer, que divergiu completamente das ações de sua antecessora.