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Lázaro Barbosa é morto em troca de tiros após 20 dias de buscas

Fugitivo era procurado pela morte de uma família no Distrito Federal; ele invadiu casas e sequestrou pessoas durante a fuga

Da redação, com BandNews TV e Rádio Bandeirantes 28/06/2021 • 09:49 - Atualizado em 28/06/2021 • 16:01

A Polícia Civil de Goiás confirmou para a BandNews TV na manhã desta segunda-feira (28) que Lázaro Barbosa foi morto após troca de tiros com os agentes de segurança que realizavam as buscas, que já duravam 20 dias. 

O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, afirmou que Lázaro foi encontrado com R$ 4.400 em dinheiro. Para Miranda, a quantia indica que o foragido contava com o apoio de pessoas durante a fuga de quase três semanas.

Uma das hipóteses levantadas pela investigação é de que o criminoso atuava como jagunço de alguns fazendeiros - ou seja, um matador de aluguel. Enquanto estava foragido, Lázaro trocou de roupa várias vezes, se alimentou, tinha notícias sobre as buscas e também carregava o celular, além de ter sido encontrado com dinheiro no bolso.

Lázaro foi encontrado depois de tentar retornar para a casa da ex-mulher, que vive em Águas Lindas (GO) no domingo. As polícias de Goiás e do Distrito Federal fizeram um cerco em um bairro da cidade nesta segunda-feira (28) onde ele teria sido visto. 

Ele chegou a tentar fugir para a mata, mas acabou ferido na troca de tiros. Lázaro foi socorrido pelos polícias e transferido com vida para o hospital de Águas Lindas. 

Vídeo: Datena mostra Lázaro sendo socorrido em Goiás

Alexandre Ramagem, diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) confirmou a morte de Lázaro Barbosa ao resistir à prisão e parabenizou as polícias de GO e DF pelos trabalhos em duas semanas.

Segundo moradores, o suspeito da chacina em Ceilândia foi visto no bairro por volta das 21h de domingo. Os residentes acionaram a polícia, mas Lázaro fugiu pela mata. O cerco foi montado na região durante a madrugada.

Lázaro Barbosa de Souza estava sendo procurado pela polícia desde o dia 9 de junho por matar quatro pessoas no Distrito Federal. Durante a fuga, ele atirou em 3 pessoas, colocou fogo em uma casa e roubou carros. 

Ele vivia há mais de dez anos nessa região. Acostumado a se locomover pelo mato, ele priorizava os riachos para que os cães farejadores não pudessem localizá-lo. O criminoso esperava o fim do dia para buscar alimento e abrigo, o que dificultou mais ainda o trabalho da polícia. 

Como trabalhou em várias propriedades da região, acredita-se que ele contou com a ajuda de conhecidos para se esconder. Duas pessoas foram presas --o caseiro que foi preso por dar abrigo a Lázaro chegou a auxiliar nas buscas após obter liberdade provisória.

Lázaro nasceu em Barra do Mendes, interior da Bahia, e tem uma extensa ficha criminal, acusado de crimes como roubo, estupro e porte ilegal de arma.

20 dias de buscas no DF e em Goiás

Em 9 de junho, Lázaro invadiu uma casa em Ceilândia, área rural do Distrito Federal, onde matou um homem, os dois filhos dele e fugiu levando a esposa da vítima, que foi encontrada morta três dias depois em um córrego da região.

Cláudio Vidal de Oliveira, de 48 anos, e os filhos Gustavo Marques Vidal, de 21, e Carlos Eduardo Vidal, de 15, foram mortos na madrugada dentro da chácara. Cleonice Marques, de 43 anos, foi sequestrada e morta.

Depois de matar a família, Lázaro começou a fugir da polícia, aterrorizando moradores da região. Ele invadiu outras casas, cometeu roubos, fez reféns e baleou três homens.

Na fuga, roubou um carro em Cocalzinho e abandonou o veículo depois de avistar um ponto de bloqueio montado pela polícia. Um policial militar foi baleado durante o cerco.

Nas buscas, a polícia encontrou uma carta em um esconderijo que teria sido usado por ele. Escrita à mão, ela possui um trecho retirado do livro “O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel”, de J.R.R. Tolkien, que diz: “Muitos que vivem merecem morrer” e “alguns que morrem merece viver”. Em outro momento, afirma que “há outras forças agindo neste mundo além da vontade do mal”.