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Homem que vendeu bicicleta a instrutor de surfe diz que veículo era "provavelmente roubado"

Matheus Ribeiro, que viralizou com vídeo de acusação de racismo, e o vendedor são investigados por receptação

Da Redação, com BandNews FM Rio e Jornal da Band 21/06/2021 • 20:36 - Atualizado em 21/06/2021 • 21:48

O homem que vendeu a bicicleta elétrica a Matheus Ribeiro disse, em depoimento à polícia, que alertou o instrutor de surfe de que não poderia dar nota fiscal porque o veículo, provavelmente, era roubado. A informação foi confirmada por fontes ligadas à investigação para Fernando David, da BandNews FM Rio.

Matheus e o vendedor são investigados por receptação. A polícia descobriu que a bicicleta foi furtada, no dia 8 de fevereiro, em frente a uma academia em Ipanema, na zona sul. Ela já foi devolvida ao antigo dono.

Na loja, uma nova custa R$ 8 mil. Matheus pagou menos da metade em um site de vendas online. Além do preço abaixo do mercado, também chamou atenção dos investigadores a chave falsificada que Matheus usava para ligar a bicicleta. A tranca também não era original.

À Polícia, Matheus disse que não sabia que a bicicleta era furtada. Disse, ainda, que insistiu pela nota fiscal. Mas o vendedor não teria fornecido o documento, porque o antigo dono estaria viajando.

O caso ganhou repercussão após o instrutor de surf negro Matheus Ribeiro, de 22 anos, denunciar que sofreu racismo após ser acusado por Mariana Spinelli e Tomás Oliveira, que o acusavam de ter roubado a bicicleta deles em um shopping, no Leblon, onde ele esperava pela sua namorada, no último dia 12 de junho. A vítima gravou a argumentação e indignação com o casal, e o vídeo viralizou nas redes sociais.

Depois, a polícia descobriu que o verdadeiro autor do roubo era Igor Martins Pinheiro, de 22 anos, preso na última quinta-feira.

Após pressão nas redes sociais, o designer Tomás Oliveira e a professor de dança Mariana Spinelli foram demitidos de seus empregos. Matheus denunciou à polícia que foi vítima de racismo. No inquérito, que ainda está aberto, o casal foi enquadrado no crime de calúnia - mais leve do que injúria racial.

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