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Bolsonaro reconhece não ter provas de fraude, mas insiste em desacreditar sistema eleitoral

Afirmação foi realizada em transmissão online nesta quinta; Bolsonaro também atacou o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE

Rádio BandNews FM 30/07/2021 • 09:17 - Atualizado em 30/07/2021 • 10:43
Chefe do Executivo também falou sobre protestos a favor do voto impresso
Chefe do Executivo também falou sobre protestos a favor do voto impresso
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro admitiu que não tem as provas que dizia ter sobre supostas fraudes nas urnas eletrônicas. Depois de prometer revelações bombásticas, Bolsonaro afirmou em uma transmissão online nesta quinta-feira (29) ter "indícios fortíssimos de que algo aconteceu" nas eleições.

Durante os primeiros 40 minutos da transmissão no Palácio do Alvorada, Bolsonaro voltou a atacar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, e perguntou quais eram as intenções do ministro em não apoiar as eleições com voto impresso, que passou a ser chamado de “voto democrático” pelo presidente.

Bolsonaro também rebateu as acusações que pedem que ele apresente as provas das irregularidades, dizendo que devolvia a mesma acusação, falando para os acusadores provarem que o sistema não é fraudável.

Durante a live, a conta oficial do Tribunal Superior Eleitoral ficou desmentindo as acusações feitas pelo presidente. Em visita ao Acre, o presidente do TSE voltou a defender as urnas eletrônicas.

O ministro Barroso reafirmou que, desde 1996, nunca foi registrada nenhuma fraude após a implantação das urnas eletrônicas no Brasil.

Na transmissão, o chefe do Executivo também falou sobre os protestos a favor do voto impresso convocados para o próximo domingo (01).

A volta do voto impresso e as críticas às urnas eletrônicas são uma constante entre os apoiadores do presidente. No Congresso Nacional, existe uma PEC sendo discutida para o retorno do voto impresso. Presidente de partidos políticos já chegaram a um acordo para enterrar a medida, mas os aliados do presidente continuam fazendo um esforço para aprovar a medida polêmica.

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