Eleições

Alvaro Dias vê como “improvável” uma aliança entre Moro e Doria nas eleições

Líder do Podemos no Congresso analisa que candidatura de ex-juiz à presidência mostra melhor desempenho nas pesquisas

Da Redação, com Rádio Bandeirantes 30/11/2021 • 10:21 - Atualizado em 08/12/2021 • 12:03

Para o Senador Alvaro Dias (Podemos-PR) vê como “improvável” uma aliança entre Sergio Moro e João Doria para a disputa das eleições para presidência da República em 2022.

Para líder do Podemos no Congresso, por ser “obstinado e ambicioso”, o tucano dificilmente aceitaria uma eventual candidatura a vice, além de analisar a pré-candidatura com o ex-juiz como um “caminho de ida sem volta”.

“Não vejo uma conclusão favorável a uma aliança nesse caso, porque todos nós conhecemos a ambição do governador. Ele é um obstinado, certamente não desistirá, nós já temos exemplos disso, seu comportamento é de ousadia sempre”, analisou em entrevista à Rádio Bandeirantes, no Jornal Gente desta terça-feira (30).

Além disso, segundo Dias, o desempenho do ex-juiz nas pesquisas o colocam como um concorrente mais forte do que o governador de São Paulo, com mais de dois dígitos nas intenções de voto.

Por isso, o senador acredita que Moro e Doria devem firmar, no máximo, um acordo de boa convivência e respeito durante a campanha.

Em relação às propostas de campanha, Dias reconhece que o combate à corrupção é uma bandeira forte de Moro, mas garante que existem projetos para a economia e se disse supreso com a capacidade de diálogo do agora pré-candidato, que seria importante em uma eventual eleição para ocupar o Palácio do Planalto para lidar com o Congresso.

“Ele tem uma disposição incrível para o diálogo, para a reunião. Na política isso é muito cansativo. E eu entendo que é preciso convencer, e não comprar o Congresso. Porque alguns, eu não vou generalizar, acharam mais fácil comprar do que convencer. O trabalho de convencimento é árduo. Primeiramente, é preciso chegar com o prestígio das urnas e se comunicar bem com a sociedade”, completou, dizendo que o ex-juiz aprendeu a dialogar com os parlamentares no tempo em que ocupou o Ministério da Justiça.