Esportes

Sem tempo, técnico da Seleção Brasileira vira ‘selecionador’, diz Falcão

Ex-jogador elogiou convocação de Tite, mas ressaltou a falta de oportunidades para treinos

Da Redação, com Rádio Bandeirantes 14/05/2021 • 15:20 - Atualizado em 14/05/2021 • 15:21

O ex-meia Paulo Roberto Falcão comentou, em entrevista à Rádio Bandeirantes, a última convocação da Seleção Brasileira para dois jogos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. O técnico Tite anunciou a lista nesta sexta-feira, 14. Falcão elogiou a convocação, mas ponderou que, sem tempo para treinar, o treinador da Seleção vira um “selecionador”.

“Eu disse para o Tite: o treinador de uma seleção que não tem tempo para treinar é um selecionador. Você tem que ter uma base e ir colocando jogadores que nunca foram chamados”, declarou Falcão em entrevista a Elia Junior no programa “Nossa Área”.

“O Fred [do Manchester United] está numa fase muito boa. Deu muito equilíbrio. E pode ser o jogador para voltar pelo lado. É uma grande convocação. Acho que Copa América é bem diferente. Pode servir de preparação, com objetivos e coisas especificas de como você quer que o time jogue. Se ganhar, melhor. Tem que ver a performance do time. Se não ganhar, mas tiver performance boa, tem que ter uma maneira de pensar diferente”, analisou o ex-técnico da Seleção.

Falcão comentou o estilo dos técnicos atuais e saiu em defesa dos treinadores estrangeiros que trabalham no Brasil.

“Eu gosto muito do Ancelotti. Onde foi, ganhou. Milan, Juventus, Real Madrid. Gosto do [José] Mourinho, [Pep] Guardiola, o [Jurgen] Klopp. Mas são estilos diferentes. Mourinho preza pela marcação, Guardiola gosta mais colocar os jogadores no campo do adversário”, comentou.

“Não sou muito favorável ao modismo, mas não no caso de treinadores. Sou rigorosamente contra reserva de mercado. Sou a favor da competência. Se vive esse modismo de contratar treinador estrangeiro”, completou.

Limite de trocas, Renato Gaúcho e Gre-Nal

Falcão também falou sobre a nova regra de demissões dos treinadores no Brasileirão. A partir deste ano, cada time só poderá demitir um técnico uma vez. A partir da segunda troca, o cargo deverá ser ocupado por um profissional do clube.

“Acho que ajuda muito os clubes. Você precisa fazer uma entrevista legal, ver se o treinador é isso que você quer”, comentou.

O ex-jogador ainda comentou a saída de Renato Gaúcho do Grêmio – “acho que foi de comum acordo, eles tinham uma relação muito boa, foi um consenso – e o Gre-Nal do próximo domingo, primeiro jogo da final do Gauchão. Para Falcão, a rivalidade diminui com o tempo.

“Está todo mundo curioso para saber como será esse confronto. Vai ser um bom jogo. Já teve mais rivalidade. Tinha muito jogador formado na base e criava essa rivalidade já em casa. Hoje existe uma outra cultura, é uma outra geração. É um clima diferente. O clima entorno faz com que se crie isso”, disse.

  • Falcão