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Na Ucrânia, soldado russo se declara culpado em acusação de crimes de guerra

Jovem de 21 anos, comandante de tanque russo, confirmou que matou um idoso civil desarmado

Da redação com Reuters 18/05/2022 • 12:37
Vadim Shishimarin pode pegar prisão perpétua se for condenado
Vadim Shishimarin pode pegar prisão perpétua se for condenado
Reuters

Acusado de crimes de guerra na Ucrânia, um soldado russo se declarou culpado, nesta quarta-feira (18), pelo assassinato de um idoso civil desarmado.

Vadim Shishimarin, um comandante de tanque russo de 21 anos, falou em um tribunal distrital de Kiev durante o primeiro julgamento por crimes de guerra contra um soldado subordinado à Rússia que da invasão contra a Ucrânia em 24 de fevereiro.

Em um julgamento que tem grande importância simbólica para Kiev, Shishimarin é acusado de assassinar um civil de 62 anos na vila de Chupakhivka, no Nordeste da Ucrânia, em 28 de fevereiro. Se condenado, ele pode pegar prisão perpétua.

A Ucrânia acusa a Rússia de atrocidades e brutalidade contra civis durante a invasão e disse que identificou mais de 10.000 possíveis crimes de guerra.

A Rússia nega alvejar civis ou envolvimento em crimes de guerra e acusou Kiev de encená-los para difamar as forças de Moscou.

Rússia nega crimes de guerra

Questionado sobre o julgamento, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse à Reuters: “Como antes, não há informações (sobre o julgamento) e a capacidade (da Rússia) de prestar assistência também é limitada devido à ausência de nossa missão diplomática”.

Ao ser perguntado, de forma mais ampla, sobre denúncias de crimes de guerra contra as forças russas na Ucrânia, Peskov declarou: “Consideramos impossível e inaceitável lançar tais termos. Muitos dos casos que a Ucrânia está falando são falsos, e os mais notórios são encenados, como foi comprovado de forma convincente por nossos especialistas”.

Depois que os guardas levaram Shishimarin ao tribunal algemado, ele foi questionado pelo juiz se aceitava a acusação contra ele. Ele confirmou que sim.

Promotores ucranianos disseram que Shishimarin e outros quatro militares russos atiraram e roubaram um carro de propriedade privada para escapar depois que sua coluna foi alvo de forças ucranianas.