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Traficantes de drogas recebiam pagamento em bitcoin na Zona Sul do Rio

O chefe da quadrilha foi preso durante uma operação da Polícia Civil na manhã de hoje

Rafaella Balieiro (sob supervisão de Natashi Franco) 17/09/2021 • 14:10 - Atualizado em 17/09/2021 • 16:18
Os bandidos cultivavam drogas em um estufa profissional
Os bandidos cultivavam drogas em um estufa profissional
Divulgação/ Polícia Civil

Bairros nobres da Zona Sul do Rio e a Barra da Tijuca foram alvos de uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas. O modos operandi da quadrilha que atua na localidade chamou atenção dos investigadores: através de um serviço de delivery, a droga era entregue nos bairros e o pagamento feito em bitcoin, para evitar o monitoramento da polícia. A operação "Batutinha" cumpre 18 mandados de prisão e 31 de busca e apreensão, 11 pessoas já foram presas até o momento.

De acordo com os agentes, a quadrilha conseguiu comprar um arsenal de armas de grosso calibre. Os criminosos ainda contavam com a ajuda de um ex-policial militar na escolta da entrega das drogas. A investigação que durou meses quebrou sigilos telefônicos para identificar os 18 nomes envolvidos no esquema. O grupo estava disputado influência com outros traficantes que atuavam na região.

A droga entregue aos clientes, é apontada pelos agentes de segurança, como sendo um "material de alta pureza". O homem apontado como chefe da organização criminosa foi preso em Laranjeiras, na Zona Sul da cidade. Alluan Araújo, conhecido como Alfafa, gerenciava a distribuição das drogas através de uma conta comercial do WhatsApp.

"Era uma quadrilha muito sofisticada, utilizavam ferramentas modernas, como o WhatsApp Business para processar os pedidos e fazer a integração entre os estoquista e os entregadores. Durante as investigações a gente percebeu que eles trabalhavam com drogas de alta qualidade, existia uma estufa profissional de plantação maconha para fugirem do pagamento de fornecedores internacionais", explicou o delegado do caso Gustavo Rodrigues

O Ministério Público também faz parte da operação. Todos os 18 procurados já foram denunciados pela instituição e viraram réus pelo crime. Um novo inquérito será aberto para apurar um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo criptomoedas. 

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