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Governador do Piauí diz que Brasil perdeu outras oportunidades de compra de vacinas em 2020

Ao Canal Livre, Wellington Dias citou contratos não formalizados com Janssen, Sputnik V e Sinopharm

Da redação 16/05/2021 • 20:14 - Atualizado em 17/05/2021 • 06:22
Além da Pfizer, governador do Piauí diz que Brasil perdeu outras oportunidades de compra de vacinas em 2020
Além da Pfizer, governador do Piauí diz que Brasil perdeu outras oportunidades de compra de vacinas em 2020
Reprodução/BandNews TV

Wellington Diasgovernador do Piauí e também presidente do Consórcio Nordeste e coordenador do Fórum Nacional dos Governadores, disse que o Brasil fracassa em seu Plano Nacional de Imunização justamente porque perdeu oportunidades de compra de várias vacinas no ano passado, além da Pfizer, imunizante tão citado na CPI da Covid. 

A avaliação foi feita em entrevista ao Canal Livre deste domingo, dia 16. O programa vai ao ar às 20h na BandNews TV e será exibido na Band após o Cine Ação. A apresentação é de Rodolfo Schneider com a participação de Fernando Mitre e Sérgio Amaral.

“O Brasil tem um plano estratégico de vacinação. É o plano de 20 de outubro do ano passado, lançado no Palácio do Planalto, que confirma que o País faria a opção por mais vacinas, e variadas vacinas, para alcançar as metas de vacinação”, relembra o governador. “Este mesmo plano foi dividido em quatro fases, sendo a primeira a do grupo de cerca de 53 milhões de brasileiros, que inclui maiores de 60 anos, indígenas e pessoas com comorbidades. Qual era a lógica, então? O País chegar em abril deste ano com essa primeira fase totalmente vacinada. Fracassamos. E fracassamos porque o Brasil perdeu as oportunidades. O contrato com a Pfizer, a Janssen, a Sputnik, mais contrato com a Sinovac, com a Sinopharm. Tudo isso em agosto, setembro, outubro e até novembro de 2020 ainda era possível.

Segundo Dias, o Fórum Nacional de Governadores acompanhou o status das negociações e cobrava reuniões com o então ministro da Saúde, Pazuello. “O primeiro contato com a Pfizer quem fez foi o governador Camilo, do Ceará, que me ligou e disse que o pessoal [da Pfizer] tinha abertura para um entendimento. Procuramos o ex-ministro e houve uma reunião do Pazuello no Palácio com os governadores, em que ele chegou a colocar que estava em andamento esse contrato de 70 milhões de doses e como seriam a entrega das mesmas”, relembrou Dias. 

Já sobre a carta da Pfizer, também tão citada na última semana durante a CPI da Covid, Dias afirmou não ter tido conhecimento sobre o documento. “Não soube da carta, mas soube do cronograma que permitiria o Brasil ter 18 milhões de doses até junho. Ali, [na reunião com o Planalto] se sustentou um argumento da exigência sobre o risco do pós-vacina e abrimos um canal de negociação. Nós dissemos que se a União não quisesse assumir a responsabilidade pelo acompanhamento, nós aceitávamos dividir as responsabilidades com os municípios, e foi isso que foi costurado para o acordo.”

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