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Dr. Jairinho vira réu por torturar filha de ex-namorada

Justiça aceitou a denúncia no mesmo dia em que a Polícia Civil concluiu o inquérito que indicia o político por tortura e homicídio do menino Henry Borel

Da redação, com BandNews FM 03/05/2021 • 18:09 - Atualizado em 05/05/2021 • 14:35

A Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público contra o vereador Dr. Jairinho por torturar a filha de uma ex-namorada entre 2011 e 2012, quando a criança tinha 4 anos de idade. A decisão foi anunciada no mesmo dia em que a Polícia Civil do Rio concluiu o inquérito sobre a morte do menino Henry Borel, indiciando o político por homicídio duplamente qualificado, com emprego de tortura. As informações são da BandNews FM.

A denúncia do Ministério Público afirma que o parlamentar batia com a cabeça da vítima em vários lugares, chutava e dava socos contra a barriga da criança, além de afundá-la na piscina colocando o pé sobre a barriga dela, afogando-a. O vereador chegou a fraturar o braço da criança.

O inquérito foi concluído pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, e reuniu prontuários médicos da época das agressões relatadas pela vítima, que foram analisados por peritos do IML. Os especialistas concluíram que as lesões foram sofridas pela menina, que na época tinha 4 anos de idade --a mesma idade de Henry quando foi morto.

Além das provas documentais, os policiais também colheram o depoimento da vítima, que hoje é uma adolescente. Após a morte de Henry, ela resolveu contar sobre as agressões sofridas, e revelou que recebia socos e chutes no abdômen, e que Jairinho a afogava e sufocava. A família da menina desconfiou, e, na época, afastou Jairinho da criança, já que ela sempre vomitava quando ele chegava perto.

Assassinato de Henry Borel

Nesta segunda-feira (3), a polícia também concluiu o inquérito que investiga a morte do enteado de Jairinho. O vereador deve responder por homicídio duplamente qualificado com uso de tortura e sem chance de defesa da vítima, já que há provas de que ele agrediu o menino em fevereiro e em março, quando ele morreu. 

Monique Medeiros, mãe de Henry, deve responder por tortura, já que segundo as investigações, ela soube que o menino estava sendo torturado enquanto estava num salão de beleza.

  • Caso Henry