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"Falta de compostura", diz Ciro Gomes sobre discurso pró-Lula de Alckmin

Datena 25/03/2022 • 11:46

Pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes criticou nesta sexta-feira (25) as declarações do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin enaltecendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para Ciro, falar durante discurso que o petista “representa a democracia” e não citar o nome de nenhum outro pré-candidato é “uma falta de compostura”.

"É uma falta de compostura grave. Eu sou um cara contra a democracia? O João Doria é contra a democracia? Eduardo Leite? Simone Tebet? Acho que Sergio Moro é contra, ele é um agente da CIA infiltrado no Brasil contrário à democracia. Mas e nós outros? Não tem nada disso. Sabe o que é? É um conchavo, um 'virado à paulista' empurrado goela abaixo do povo com um argumento nobre. Que conversa é essa? Quem quer salvar a democracia é quem dá exemplo de retidão, coerência. Falta de vergonha na cara jamais foi boa lição", disse à Rádio Bandeirantes.

"Ele é, hoje, aquele que melhor reflete, interpreta o sentimento de esperança do povo brasileiro. Aliás, ele representa a própria democracia porque ele é fruto da democracia. Não chegaria lá, do berço humilde que sempre foi, se não fosse o processo democrático. Por ter conhecido as vicissitudes, é que, na realidade, interpreta esse sentimento da alma nacional", afirmou o ex-governador paulista na ocasião.

Ao comentar o discurso, Ciro ainda ressaltou que tem “respeito” pela trajetória de Alckmin, mas disse que acredita que ele “aceitou um balé vergonhoso” ao se unir ao ex-rival.  

"Alckmin, por quem eu tenho afeto e respeito, aceitou esse balé vergonhoso, rasgando uma biografia respeitabilíssima e virou socialista. Tenha santa paciência! 'Virar socialista' foi uma operação de fora para dentro do Lula, como pegou o [Marcelo] Freixo. Ele está pasteurizando a política brasileira ao redor dessa crença de que ele 'já ganhou'. Essa é a véspera do fracasso do Lula. A arrogância, a prepotência. Ele está cansado, não entende o Brasil, está tomado pela vontade de se vingar."