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Investigação sobre Bruno e Dom deve ser acompanhada por conselho do MP

Comissão vai atuar para que o crime seja apurado e os responsáveis punidos

Narley Resende 17/06/2022 • 15:50 - Atualizado em 17/06/2022 • 15:54
Indígenas cobram investigação aprofundada
Indígenas cobram investigação aprofundada
Yan Boechat / Band TV

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) vai acompanhar a investigação envolvendo o desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips.

A medida foi anunciada nesta sexta-feira (17) pelo conselheiro Otavio Luiz Rodrigues Júnior, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do órgão.

Em nota, o conselheiro afirmou que a comissão vai atuar para que o crime seja apurado e os responsáveis punidos.

"A vida e sua conspícua dignidade são valores inegociáveis e a defesa dos direitos fundamentais é uma obrigação das instituições de Estado", declarou.

Univaja

A Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari) rebateu nota emitida nesta sexta-feira (17) pela PF (Polícia Federal). O comunicado da PF diz que “não há mandante ou organização criminosa” por trás do desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips.

“A Univaja não concorda com o desfecho da Polícia Federal que afirma não haver mandante para o crime que culminou na morte de Dom e Bruno", disse a entidade indígena em nota.

Em nota detalhada, a Univaja diz que “a PF desconsidera as informações qualificadas, oferecidas pela Univaja em inúmeros ofícios, desde o segundo semestre de 2021, período de implementação da EVU (Equipe de Vigilância da Univaja)”, diz.

Perícia

Nessa quinta (16), os restos mortais de Bruno Araújo e Dom Phillips chegaram ao Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, em Brasília, onde serão periciados para confirmação da identidade.

Ele estavam desaparecidos desde 5 de junho, na região do Vale do Javari, no oeste do Amazonas. 

Os remanescentes humanos foram encontrados após o pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, ter confessado a participação no desaparecimento e indicado o local onde os corpos foram enterrados.