Mitre: as declarações do general sobre a trama golpista

Fernando Mitre

Começou a carreira em Minas Gerais, onde passou por vários jornais, como “Correio de Minas” e “Diário de Minas”. Em São Paulo, integrou a equipe que criou o Jornal da Tarde, de o “Estado de S Paulo”. Dez anos depois, virou diretor de redação, posto que ocupou mais tarde, em duas outras oportunidades. Depois, assumiu a direção nacional de Jornalismo da Rede Bandeirantes, cargo que ocupa até hoje. Nesse período, produziu mais de 30 debates eleitorais, entre eles o primeiro presidencial da história do país na TV, em 89. É comentarista político no Jornal da Noite e entrevistador do programa político Canal Livre. Entre os diversos prêmios que recebeu, estão o Grande Prêmio da APCA, o Grande Prêmio do Clube de Criação de SP e três prêmios Comunique-se de “melhor diretor do ano”, valendo o título de “Mestre em Jornalismo”.

O depoimento à Polícia Federal do ex-comandante do Exército, Freire Gomes, respondendo 200 perguntas, além das 80 que estavam preparadas, completa informações dadas pelo delator, o tenente-coronel Mauro Cid, que agora será ouvido de novo. 

As investigações da tentativa de golpe ganham, assim, mais conteúdo, caminhando, ainda com tempo até julho, para a conclusão, já considerando vários indiciamentos. Não é preciso dizer que, entre generais e oficiais ligados ao governo Bolsonaro, Freire Gomes provoca indignação. 

Nos comandos das Forças e no ambiente geral dos quartéis, no entanto - como ficou claro no excelente Canal Livre com o Almirante Olsen, comandante da Marinha -, a expectativa é que as investigações cumpram o seu papel, dentro da lei, com as punições que forem justas e necessárias, virando logo que possível essa página e deixando as Forças Armadas longe de tudo isso. Como instituições de Estado que são.