Mitre: os militares de alta patente e a investigação da tentativa de golpe

Fernando Mitre

Começou a carreira em Minas Gerais, onde passou por vários jornais, como “Correio de Minas” e “Diário de Minas”. Em São Paulo, integrou a equipe que criou o Jornal da Tarde, de o “Estado de S Paulo”. Dez anos depois, virou diretor de redação, posto que ocupou mais tarde, em duas outras oportunidades. Depois, assumiu a direção nacional de Jornalismo da Rede Bandeirantes, cargo que ocupa até hoje. Nesse período, produziu mais de 30 debates eleitorais, entre eles o primeiro presidencial da história do país na TV, em 89. É comentarista político no Jornal da Noite e entrevistador do programa político Canal Livre. Entre os diversos prêmios que recebeu, estão o Grande Prêmio da APCA, o Grande Prêmio do Clube de Criação de SP e três prêmios Comunique-se de “melhor diretor do ano”, valendo o título de “Mestre em Jornalismo”.

Há uma expectativa crescente em torno de uma eventual delação premiada do general Estevão Theophilo - por enquanto apenas uma possibilidade ainda considerada remota. Mas só o depoimento do general já preocupa bastante militares de alta patente envolvidos nas investigações da tentativa de golpe. 

O general diz que participou da tal reunião com Bolsonaro sobre aquela minuta do golpe, atendendo ao então comandante do Exército, Freire Gomes, que depõe nesta sexta. Vamos ver e acompanhar. 

As investigações avançam em várias frentes, com ações contra financiadores dos acampamentos e do ataque de 8 de janeiro. A relação entre esses fatos já está mais do que confirmada pelas investigações que estão se aproximando da conclusão.